Retenção​ ​de​ ​talentos:​ ​como​ ​não​ ​perder​ ​os​ ​melhores profissionais​ ​para​ ​o​ ​exterior

Um dos principais desafios das lideranças empresariais, atualmente, é a gestão do capital humano. Valorizar e reconhecer todos os talentos que a organização concentra é uma tarefa complexa e, por vezes, deixada de lado.

O capital humano é um dos ativos mais valiosos para uma organização. Os funcionários são os verdadeiros responsáveis pelo desempenho do negócio e devem ser tratados como protagonistas. Mas como motivar seus funcionários e reter os talentos dentro da empresa? Dica: um bom salário e benefícios não são o suficiente, como já falamos aqui.

Uma empresa que cria estratégias de valorização do capital humano não só garante um time muito mais qualificado, como também atrai os melhores candidatos – é aí que esse investimento cria employer branding.

Um novo desafio

Nos últimos anos, porém, as empresas brasileiras vêm enfrentando um desafio ainda maior nesse sentido: muitos profissionais estão buscando se aventurar em carreiras no exterior (seja na mesma empresa ou em novas oportunidades). Entre 2011 e 2015, por exemplo, o número de Declarações de Saída Definitiva do país subiu cerca de 67% – isso significa que os brasileiros estão indo para fora do país e permanecendo por lá.

Alguns governos já têm até investido em programas de incentivo à imigração de brasileiros para seus países – como é o caso do Canadá. Em 2015, representantes da cidade de Quebec visitaram o Brasil para divulgar e recrutar profissionais das áreas de TI, engenharia e saúde. Incentivo também feito pelo governo da Austrália, que busca por mão-de-obra qualificada nas mesmas áreas.

Desse lado, o cenário político e econômico instável do Brasil, aliado ao alto custo de vida e insegurança nas ruas faz com que os profissionais enxerguem essas ofertas como uma saída de emergência à recessão. Daí surge a necessidade ainda maior das empresas criarem políticas de valorização dos seus talentos.

Afinal, quando um colaborador se vê em um ambiente de crise econômica, o primeiro pensamento que vem à mente é o de corte de gastos e, portanto, de demissões. Essa é uma associação automática, não tem jeito!

Mobilidade internacional

Uma saída usada por algumas multinacionais é a possibilidade de enviar funcionários para um intercâmbio de até dois anos em seus escritórios do exterior. Associar a empresa à experiência de viver e trabalhar em outra cultura é um ganha-ganha: o funcionário sente-se valorizado, cresce profissionalmente e a empresa consegue transferir os custos para o país onde ele trabalha. E, neste momento de recessão da economia, essa transferência e a preservação do funcionário são de grande ganho para os dois lados!

Em meio a tempos difíceis também, viver em outra nação, muitas vezes, supera o desejo por um aumento de salário no Brasil. Alguns funcionários, por exemplo, têm aceitado desembarcar em seus países de destino sem aumentos de benefícios ou remuneração – daí a oportunidade para as empresas criarem vagas de trabalho remoto fora do país. As vantagens do home office são muitas e a certeza de se mudar para outro país com um emprego garantido é ainda melhor para o seu funcionário.

Por fim, investir na retenção de talentos é uma estratégia empresarial que atinge o âmbito corporativo e também o econômico. Afinal, precisamos dessa geração de líderes no Brasil para promover as mudanças necessárias de fortalecimento da economia nacional!

Agora que você sabe o porquê de investir em estratégias de mobilidade internacional para a sua empresa, que tal começar a usar a Contratado para facilitar a atração desses talentos?